Limitar-se a viver é o limite
O copo cheio sempre transborda. O copo cheio deve transbordar-se sempre para avisar-nos que ali já não cabe mais nada. O copo tem um limite, assim como nós. Temos um limite para nosso esgotamento, para nossa tolerância, para nosso amor.
Limite é preciso quando não há divisão. É preciso saber dividir os sentimentos para não confundi-los nem misturá-los. Sentimentos precisam de um compartimento especial dentro do coração para não virarem desordem.
Assim como o copo nossa água pode esvair-se inesperadamente. Lidar com o inesperado é tarefa difícil para quem não está adaptado ao inusitado. O inusitado quebra nossos limites e impõe-nos barreiras. É preciso quebrá-las para que não haja empecilho algum em nossa vida.
As adversidades são diárias, mas a vontade de não superá-las devem ser momentâneas feito saudade de ex-amor que dá e passa. A vida requer sacrifício da gente, e não manha.
A vida não mima ninguém. O que ela faz é distanciar-se das pessoas que não aceitam vivê-la com intensidade e dedicação. Dedicar-se a viver apaga qualquer limite nessa vastidão de sentimentos, cores, pessoas e amores. Limitar-se a viver é o limite.
A vida não deve ser limitada. Limite-se ao ponto de não haver mais copos para serem transbordados. Limite-se ao ponto de não haver mais limites em sua vida.



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