Desaprendemos a viver o amor

by - 07 novembro


Nós, humanos, não somos educados para viver de maneira exata o amor. Muitas das vezes, por falta dessa educação, complicamos ao máximo o que poderia, sim, ser simples. Quando uma relação não vai bem, por exemplo, passamos a compará-la com um simples caso, ou a algo que já não nos serve mais — como se de uma peça de roupa se tratasse. Reerguer esse tipo de relação é sempre um mistério: nunca se sabe o que esperar.

Muitos casais caminham rumo ao fracasso. O fracasso, numa relação, sempre está rodeado pela falta de amor e afeto. O caminho do fracasso é sempre quando o amor vira desafeto. Mas será que vale a pena jogar tudo pro alto simplesmente por poucas bobagens? Não. Não vale a pena correr o risco de perder alguém que se gosta. O certo somos nós que fazemos. Nossas escolhas são categóricas e, definitivamente, não podemos voltar atrás.

Não sabemos quando o nosso relógio biológico irá parar. Não sabemos quanto tempo de vida ainda nos resta; por isso se faz premente, sempre, a necessidade de demonstração de afetos, sentimentos e amor. Assim como o tempo passa, a leveza de uma relação também; por isso devemos sempre apear-nos a ela para que a mesma não se esvaia.

A culpa de algo que não vai bem vem sempre dos dois, e não apenas de um. A gente sempre tem culpa, não adiante tentar ilibar-se. A culpa tem que estar presente porque sem ela algo, definitivamente, está indo mal.

Reconstruir uma relação sempre envolve sacrifício, sofrimento e perdas. Numa relação conturbada devemos estar preparados para tudo. Até mesmo para o fim dela. Então, lutar por algo que achamos que vale a pena, mesmo que no final não valha, é necessário. Lutar por algo que você pode perder é bem melhor do que perder sem luta.

Desaprendemos a viver o amor. Seja ele em casamento, amizade ou família. Não sabemos vivê-lo e acabamos nos culpando. A culpa acaba por ser um escape onde o martírio torna-se um alívio. Todavia, o martírio encontrado na culpa nunca deverá ser a solução. Culpar-se é sofrer. E numa relação onde duas ou mais pessoas têm culpa acaba por ser injusto sofrer.

 Nunca devemos nos diminuir, nos humilhar ou mudar por alguém. A mudança interna deve partir de si, não dos outros. O respeito por si mesmo é base sólida desta jornada. Querer a mudança de alguém é como pedir chá e vir café: é sempre um equívoco. A mudança pessoal é algo intríseco e intrasmissível.

Portanto, culpar-se não é solução. Reaprender a amar-se passa a ser um ótimo caminho para livrar-se dela. O que é feito singularmente passa a ter efeito nas outras pessoas. Quando você passa a enxergar e ouvir o seu eu você acaba por perceber que nem todo mundo tem razão, e que não é somente você que tem culpa.

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