Permita-se sentir
Os sentimentos nobres que alcançam os pólos magnéticos de cada pessoa são de uma ligação intensa. A intensidade de cada ato sentimental é que determina como amamos, gostamos e queremos. A junção de respeito e valores são as vestimentas que nos cobrem da cabeça aos pés. É preciso ser sentimental diante dos outros e de si mesmo.
Saber distinguir sentimentos é saber, além de tudo, sobre si mesmo. Os olhares tortos para os caminhos sinuosos das estradas insanas são a prova que nosso íntimo é jogado à mesa — assim como cartas. A vida é uma imensidão de escolhas dentre um zilhão de oportunidades. A vida com sentimento é forte, sem sentimento é neutra.
Há que se fechar os olhos para as impurezas verbais, para as hemorragias de egoísmos, e para os avanços de maldade. Devemos apenas enxergar aquilo que nos toca, que faz-nos saltar da cadeira, que nos deixa com lágrimas nos olhos. Ser sentimental não é ser lamechas, ser sentimental é andar pelas ruas olhando para frente e para trás com a mesma intensidade.
Porque ser sentimental é isso: é ignorar o que não nos acrescenta, mas dar ouvidos ao íntimo que não nos diminui. Seremos mais sentimentais no dia em que o mundo for todo amor, no dia que olharmos fundo nos olhos, no dia que o amor for a base de qualquer coisa.
Apesar de ser conveniente, amar é uma coisa que se aprende. Amar é uma coisa que se constrói. Amar é uma coisa que precisa de sentimento para não cair na ilusão.



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